segunda-feira, 6 de maio de 2013

     O cinema brasileiro sempre foi alvo de críticas severas. Lembro de quando eu falava que ia assistir a um filme nacional na telona e muita gente fazia disso uma piada. Claro que, grande parte das vezes eu realmente quebrei a cara, mas sempre achei importante incentivar a arte nacional, afinal, se não houver incentivo, como vai haver evolução? 
     Os dois últimos filmes nacionais que fui assistir no cinema me deixaram extremamente satisfeita: "Gonzaga - De pai para filho" e "Somos tão jovens". Minha opinião talvez não tenha peso por eu não entender de cinema, mas como leiga e, acima de tudo, como admiradora de uma boa música brasileira, os dois filmes me tocaram muito! Roteiros bem escritos, elenco bem escolhido (tanto por semelhança física quanto por interpretar bem personalidades marcantes da nossa música).
     Não posso ser imparcial ao falar de “Somos tão jovens”... Legião urbana marcou minha adolescência, tornou-se trilha sonora de uma parte fundamental da minha vida! Parabéns à toda a produção por conseguir ressuscitar um dos maiores ídolos da juventude brasileira (de várias gerações), por emocionar e também fazer rir toda a plateia presente, por mostrar porque Renato Manfredini Júnior conseguiu dar voz à toda a nossa legião!
     No fim do filme, todos os presentes aplaudiram! Não é para menos! Em um único ingresso eles ganharam a oportunidade de reviver as experiências de um dos maiores compositores brasileiros, de descobrir as fontes para tanta inspiração e, acima de tudo, sentir a força que a música pode provocar na essência humana.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Parabéns pelo dia da mulher?



Todo dia 8 de março é isso! Pessoas me parabenizam por eu ser mulher...
Sempre me questionei porque a “guerra dos sexos” é tão incentivada na nossa sociedade. As mulheres passam o ano inteiro sofrendo piadas machistas, tendo salários inferiores aos dos homens, enfim, sofrendo preconceitos de todos os tipos! Aí o fulano que passa o ano inteiro cometendo tais atos, chega e me deseja “um feliz dia da mulher!”.
Por outro lado as mulheres assumem uma postura de defesa baseada no contra-ataque e enchem nossas caixas de e-mail com piadas feministas, entopem seus faces com fotos ou aplicativos com os itens “como os homens acham que são / como eles realmente são”, etc.
E vivendo essa guerra sem fundamento (se é que alguma guerra tem fundamento), as pessoas acham pouco e criam um dia para as mulheres! No mínimo é para nos contentarmos com um dia enquanto os homens usufruem de todos os 364 no ano (no atual ano, 365, né? Dado que ele é bissexto). Está ótimo! Proporção diretamente proporcional à que as mulheres merecem, não é mesmo?
Para mim fica nítido que as pessoas tendem a tornar essa data um tanto quanto um ato de conformismo! É como se me dissessem: “pelo menos em um dia do ano você merece respeito!”.
Não me desejem um feliz dia da mulher, meus caros... Me tratem com respeito, apenas! E em todos os dias do ano! Até onde sei, não é o sexo que define como posso conviver harmoniosamente em grupo e sim o meu caráter.
Quem sabe eu possa me dar ao luxo de sonhar com uma geração na qual nenhum dos sexos precise de um dia para ser homenageado e ambos possam conviver com direitos iguais?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O cúmulo do descaso público!

Tem coisa mais deprimente que você não poder contar com a administração pública que você mesmo pôs no poder?
Por mais que eu seja leiga, uma breve consulta à Constituição Federal do nosso país me faz ter a certeza absoluta de que todo cidadão tem direito à saúde pública. Para ser mais exata, no artigo 6º:
"São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição".
E ainda o artigo 196 da nossa Carta Magna enfatiza:
"a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação".

Então, prezados cidadãos cumpridores de deveres e pagadores de impostos, o que falta à administração pública pesqueirense no que tange ao nosso Hospital?
Sei que existem casos assustadores de negligência em todo o país, mas hoje quero fazer o meu protesto pelo fato de uma pessoa da minha família ter sido diretamente atingida por tamanho descaso.
Minha mãe, eleitora da atual prefeita de Pesqueira precisou de um médico esse fim de semana e, simplesmente não encontrou. Nem no Hospital Municipal Dr. Lídio Paraíba, nem na Casa de Saúde. Eu chamo a atenção para o fato de a mesma possuir plano de saúde, mas simplesmente não encontrar profissionais que possam lhe atender!
Eleitores ou não, a cidade tem que ser gerida de forma a respeitar todos que nela moram e contribuem para seu funcionamento! Sei que minha mãe não foi a única paciente a sair de lá sem atendimento, sei mais ainda que há pessoas em estado mais grave que o dela! E é por isso que venho aqui protestar e pedir apoio de todos os que compartilharem da minha revolta!
Saúde é um dos requisitos primordiais para a população e, diga-se de passagem, FOI UM DOS ITENS MAIS COMENTADOS NA CAMPANHA!
Me ajudem a responder os seguintes questionamentos:

1)Os salários dos médicos estão sendo pagos?
2)Como estão sendo empregadas as verbas do hospital?
3)Se todas as verbas estão empregadas como devem, onde estão os profissionais que geram tais despesas para os NOSSOS bolsos?

sábado, 27 de agosto de 2011

Sábado do contra


Enquanto houver sábado haverá alguém pra cantar o sucesso do Cidade Negra (“todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite...”). Tem gente que espera até pra assistir UFC!
No Rio, em Marraquech, ou no raio que o parta, combate não é comigo! Prefiro esperar nada a esperar uma luta. Seja ela qual for. Com ou sem brasileiros participando. Definitivamente o meu nacionalismo ainda não partiu pra esse lado. Pelo que acompanhei nas redes sociais, sou uma exceção por pensar assim e, mais uma vez estou usando a escada rolante do lado contrário ao do mundo.
E no caminho das divergências de preferências eu me encontro na mesma esquina em que Camus se perdeu quando escreveu “o estrangeiro”. Na época dele não existia UFC, mas talvez já existisse muitos outros motivos para banalidades tornarem-se moda. E pode ser que justamente por isso o Gessinger tenha escrito uma música de mesmo nome e eu sempre a escute... Também por isso que o York se torna minha trilha sonora de desilusões recorrentes...
Enquanto houver sábado também haverá quem esteja à margem de tudo o que se passa no mundo... Observando, se encantando cada vez mais com o silêncio, cansando de remar contra a maré.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Súplica

Em tempos de megalomania por informações, até a língua muda! Mas venhamos e convenhamos, isso já era previsto por autores de clássicos imperdíveis da literatura mundial: George Orwell, Adous Huxley, Anthony Burgess, Saramago, e por aí vai.
Cada vez mais o ditado “tempo é dinheiro” é praticado e isso torna tudo que é demorado dispensável, enfadonho. Basta parar pra ler um torpedo de celular, ou um post no twitter para observar isso. As palavras são reduzidas a sílabas e às vezes até a siglas. É tudo muito curto, prático, objetivo.
Até a humilde autora que vos fala aderiu a tamanha “praticidade”.
Qual a última vez que você postou no seu blog? Blogs também tornaram-se enfadonhos?
O que me estimulou a voltar a escrever períodos com mais de cento e quarenta caracteres foi uma “música” que, definitivamente deu adeus a todos os valores que eu pudesse desejar que fossem perenes. É isso que dá assistir Faustão, né? Rs...
Nome da música: Eu era feio
Nome da banda: Garota Safada
Um trecho da letra: Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu sou muita mais feliz
A mulherada me adora
Tenho amigos pra curtir
E um carrão da hora
Minha vida mudou
Agora só penso em diversão
Tristeza xô,xô,xô
Adeus solidão

Por que em meio a tanto acesso a informação, as pessoas continuam se sentindo tão sozinhas? Sim, porque pra mim, quem compõe tal letra está desesperado para ser socialmente aceito, e nesta situação isso implica em ser financeiramente bem sucedido. Eu me choco com tamanha inversão de valores! Para quem ainda tem o mínimo de sensibilidade, letras de música do tipo acima citado, e as filosofias e práticas por elas incitadas, significam o exercício da crueldade da humanidade consigo mesma.
É de repente você se deparar diante de um mundo no qual a sua dor não cabe, no qual você lê “o estrangeiro” de Camus e se identifica até com o título.
Esse texto é uma súplica! Um pedido de socorro! Um grito de angústia digitado em um teclado que clama por justiça social, calor humano e vínculos gerados pelo “ser” das pessoas envolvidas.
Chega de instabilidade! Estou cansada de ser julgada pelo meu “não ter”! Eu quero conhecer o chão que piso e ter confiança para acreditar que as pessoas que me rodeiam assim o fazem pelo que tenho no meu caráter e não na minha conta bancária! Nem que eu tenha que me mudar para o asteróide B-612 pra ver tudo isso acontecer.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Revolta política

Hoje definitivamente não foi um dia comum! Acordei com o barulho da chuva intensa que caía na capital pernambucana, com uma tensão típica de dia de final de campeonato!
O dia segue, eu descubro que Dilma chamou Temer pra ser vice dela...
Eu queria dizer que minhas convicções morreram por completo, sabe? Mas hoje vi que não! Ainda tenho capacidade de me revoltar quando vejo certas coisas! E pior: me revoltar e continuar na inércia!
Paro pra pensar nas pessoas que se deram mal por defender outros ideais (que estão muito distantes de se tornarem vigentes no nosso país)... E se eu fosse um deles? O que eu faria hoje em dia, ao me deparar com uma geração que prefere acreditar que política é algo distante e para "os outros fazerem"?
Se eu fosse um daqueles comunistas que foram torturados na ditadura e visse o país nessa pocilga política, eu contrataria homens-bomba pra acabar com isso e vingar a minha "abestalhadice" de lutar por um mundo mais justo. É como diria o amigo Gessinger "começo a achar normal que algum boçal atire bombas na embaixada...".
Não que eu seja comunista! Porque ao ler um pouco de história, sabemos que muitos dos países que adotaram tal regime também acabaram por enveredar nos caminhos da ditadura. Mas acredito que muitos dos revolucionários que defenderam tais ideais (e muitos dos que morreram por eles), acreditavam em uma sociedade mais justa e tentaram pelo menos sair da passividade.
Hoje temos "democracia" e "liberdade" pra nos candidatarmos e colocarmos a mão na massa. Alguém o faz?
Muitos de nós temos parentes que foram torturados na ditadura... Foram presos, torturados, alguns mortos, outros exilados... No fim das contas, conseguiram com que hoje nós tivéssemos o direito de votar, e o melhor: o direito de nos candidatar! De fazer oposição, ou de continuar na situação!
Eu apenas sinto muito!
Por todos aqueles que sofreram pra conquistar direitos que hoje eu usufruo e não valorizo...
Por fazer parte de uma geração que tem medo da liberdade!

terça-feira, 20 de abril de 2010

A vida e as suas mortes





A gente sabe que está ficando velho quando sente o peso das frustrações nos ombros...
Quando passa a acreditar que o horizonte é apenas uma linha que separa o céu e a terra, linha esta que a cada passo fica mais distante.
Quando passa a chorar apenas pela morte de expectativas.
Quando passa a dar boas vindas a um mundo sem escolhas, um lugar ideal para todo aquele que não deseja se sentir a vontade, a menos que o indivíduo saiba lidar com competição.
Quando deixa de encontrar com os amigos porque não tem tempo.
Quando passa a acreditar que 24 horas são insuficientes para todas as obrigações.
Quando passa a considerar o lazer uma coisa supérflua.
Sugestão?
Regressar à juventude e abraçar de vez a idéia de estar em um oceano de informações, rodeado de barcos guiados por cabeças fúteis!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Constatação


Se um dia lhe disserem que a angústia anda de mãos dadas com a tristeza, não duvide!
Esses sentimentos brotam em terreno de ansiedade, regados a muitas lágrimas, cercados por medo.

terça-feira, 24 de março de 2009

"um pouco de ar, por favor!"



“Bem amigos da rede globo, estamos aqui reunidos mais uma vez, pra falar de um tema que todo mundo gosta...”
É mais ou menos assim que Galvão começa, né?! Isso pra falar de futebol, ou quem sabe de fórmula 1, e por aí vai. E eu, na qualidade de não-narradora, ou autora-não-popular, apenas o cito... Acho que é uma tendência! É fashion se mostrar conectado, e sabendo de tudo que “rola nas paradas de sucesso”.
E, mantendo a linha de raciocínio posso entrar nas badalações, comentar temas em alta... Quem sabe assim não me sinto inserida na sociedade?
Vivendo no neoliberalismo exacerbado, no qual tudo é empresa, só posso debater a respeito de investimentos socialmente responsáveis, não é mesmo minha gente?
Porque eu sonho em provar que essa parada de desenvolvimento sustentável só surgiu por ser é uma tendência, algo do tipo que incentiva o consumo, sabe? Não é a toa que falam em “consumo sutentável”.
A revista exame lançou um prêmio para estimular as empresas a assumirem projetos de responsabilidade social no Brasil. Alguém ficaria pasmo se eu dissesse que a vencedora foi a Natura?
Alguém suspeita que é a que mais investe em propaganda a esse respeito? O planejamento estratégico dela é todo baseado no marketing social! Portanto, eu realmente creio que seja merecedora de tal mérito! Você não? Já dizia o ditado “quem não anuncia, não petisca!”.... Ou qualquer coisa do tipo.
Não afirmo que determinados projetos sejam ruins, porém, considero um absurdo determinadas entidades se sustentarem criando necessidades nas pessoas... Afinal, até onde isso é responsabilidade social? Sim, porque até onde sei, os princípios da responsabilidade social não são baseados em marketing social! São coisas distintas, e isso tem que ser abordado!
É quase como a C&A colocando Gisele Bünchen pra fazer propaganda, entende? Aí a grande massa percebe que está na moda e sente a vontade de usar “aquilo” também.
Ai, que desabafo de gente revoltada!

domingo, 19 de outubro de 2008

ALMEJAR VERSUS ALCANÇAR



Eu quero ser uma fábrica de poemas;
Eu quero devanear sem ser chamada de lunática;
Eu quero admirar sem me limitar;
Eu quero ser consumidora de tempo ao meu modo.

Eu desejo ser comunicadora de harmonia;
Eu desejo esquecer as irrelevâncias;
Eu desejo acreditar no amanhã;
Eu desejo não ser observada.

Eu anseio fotografar para sentir a magia de paralisar o tempo;
Eu anseio conhecer o mundo e quebrar suas fronteiras;
Eu anseio dedilhar um instrumento de cordas e com ele musicar todos os momentos;
Eu anseio andar de mãos dadas com alguém que me ajude a seguir em diante.

Eu consigo escrever sem rimar e sem obedecer a métrica;
Eu consigo não atingir metas;
Eu consigo me desfazer de crenças;
Eu consigo olhar em volta e ver pessoas que estão cada vez mais presas ao mal da solidão e ainda assim vestem o manto da hipocrisia.

Entre almejar e alcançar existem abismos incomensuráveis, e nem sempre estamos preparados para lidar com frustrações e nos depararmos com um “não”. Só me restam mais desejos: que as nossas feridas parem de sangrar e jamais sejam reabertas, e que as cicatrizes nos tragam aprendizados que amenizem dores futuras.

sábado, 11 de outubro de 2008

Bom?



Bom mesmo é escrever...
Difícil é conseguir expressar o que sente!
A busca incessante por respostas é maior que o desejo latente de tranquilidade.

Bom mesmo é escrever...
Difícil é ser coerente!
Do pensar ao agir existem precipícios tremendos.

Bom mesmo é escrever...
Difícil é achar um remetente!
É que nem todos respeitam as diferenças, nem tão pouco estão aptos a nadar no mar da solidão.

Bom...
Bom mesmo deve ser...
Ser bom.

(26/11/05)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Nada de novo


Eu odeio escrever na primeira pessoa! Porque de repente tudo fica tão pessoal, tão exposto, tão invasivo... E coisas que ficariam guardadas pelo prazer de cultivar o bom senso simplesmente desabrocham, e se expandem de forma tão avassaladora!
É como se não existisse uma coisa só a dizer, e de repente tudo está dito.... Mas sem foco.
É como se estivesse preso por tanto tempo e saísse sem controle, sem medo de tocar em feridas, sem medo de julgamentos, nem tão pouco de conseqüências.
Por vezes penso que escrever é como ter vontade de andar de mãos dadas: Nem sempre se diz o que se sente, só se mostra de maneira não muito clara que você precisa de um alguém que segure a sua mão e lhe faça acreditar que pelo menos parte do que há em você não está em total discordância com o universo.
E escrever nem sempre tem conclusão.
A gente escreve uma coisa qualquer, de maneira qualquer, pra recorrer a esse mecanismo de fuga que nem sempre é qualquer.
Vamos fazer uma ode a quem consegue se expressar claramente, a quem consegue compartilhar o abstrato sem desvalorizar o que já é concreto...
Vamos seguir sem foco pra não ficarmos presos à mediocridade de desejos...
Vamos ser um pouco de Renato Russo e tentar “fazer um filme”... Um pouco de Lenine e “juntar todas elas num só ser”... Um pouco de Camelo e “acreditar que a estrada vai além do que se vê”...
Vamos sair daqui sem olhar pra trás e só levar na bagagem o que agregar, porque o resto é excesso de peso e o cansaço já está por vir...
Vamos ser honestos e pronunciar o “não” se não quisermos ir... Ficar estáticos também é de nosso direito. Ou no fim das contas.... Voltar a falar em primeira pessoa e acreditar na solidão de estado de espírito.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cá com os meus botões


Raciocinem comigo...
A gente pensa, pensa, pensa... E no final acaba fazendo caquinha, né?!
É uma pseudo-racionalidade irritante essa que nos assola!
OU seria "que atinge toda a humanidade"?
E cá estou eu, com os meus botões... E minhas reticências...
Eu penso muito do que vejo, do que ouço, ou do que em suma, sofro influências. É de ambiente interno, de ambiente externo, de você, do vizinho, da internet, da ciência, da mídia, da família, das razões, das emoções...
E no final das contas, transpiro, me canso, descanso, me limpo... E estou pensando.
E se penso, e se reflito, por que erro?
Mais adiante: se critico o BBB, por que venho me expor aqui? (Será que eu tenho um vetor exibicionista?).
Já dizia alguém que pensou: "penso, por isso existo". E até hoje a gente se pergunta se não é justamente o contrário!
Quero ser hoje o que não fui ontem e amanhã o que nem sonhava em ser hoje, mas tudo isso sem perder a essência, e pra isso eu penso. OU acho que penso. Ou queria pensar mais porque me cobram isso (ou me cobro isso).
E sigo focada nos erros e pensando em implementar acertos.
Mas cá com os meus botões, concluo: eu penso com impulsos!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Melancolia palpável


E mais um dia está quase no fim!
E como foi mesmo que ele começou?
Ao que se lembra, com uma pessoa que não queria abrir os olhos, ou pelo menos não acreditava ter forças pra fazê-lo.
E essa pessoa levanta descabelada, com mal hálito, olhos remelados...
E se olha no espelho pra dizer a si mesma que o dia vai passar se arrastando e em cada segundo as cobranças vão lhe pesar mais.
Toma-se um banho, ingere-se algo que se prepara rápido e olha-se no espelho novamente. Repara-se uma corcunda consequente do peso de um fardo pesado. Acredita-se que o choro alivia a dor, ou pelo menos "amansa" certas revoltas, e onde estão as lágrimas nesse momento?
Chega a hora de partir e se vai...COm a melancolia que fica, e toca, e incomoda...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Tudo é uma questão de tempo


Um dia a gente está no escuro, outro dia no claro...
Certo dia a gente se desapega do “especial” e percebe que tudo é banal,ou o torna banal, né?! A banalização é tão comum que a gente chega até a considerar normal. Hoje mesmo você vai ver um montão de notícias de morte no telejornal e o máximo que vai fazer é se questionar sobre quanto valeu a vida daquele fulaninho que levou a bala perdida, ou do que morreu por negligência do médico... E vai ser efêmero porque tudo passa, correto?
Um dia a gente acha que sabe, no outro, o conhecimento foge...
Um dia a gente repete, no outro, mal fala....
Um dia a gente tem perspectiva, no outro, NADA...
Um dia a gente acha que tudo é efêmero, no outro, a gente olha pra trás e percebe que alguns fatos, pessoas e coisas marcam...
Um dia a gente é egoísta (fere, machuca, não se doa, age sem medir as conseqüências na vida de quem cativou....), no outro é altruísta (e só estende a mão).
Um dia a gente se esconde, no outro se revela.
Um dia a gente baixa a cabeça, no outro se rebela.

Uma hora a gente lembra, a outra esquece...
Uma hora a gente se acha útil, na outra inútil...
Uma hora a gente ri, a outra chora....
Uma hora a gente sussurra, a outra berra...
E canta, e ouve, e come, e dorme, e estuda, e trabalha, e corre, e toma banho, e quer carinho, e quer carão, e precisa de atenção, e nem sempre vive.

É tudo uma questão de tempo! (Que às vezes a gente acha que o tem, às vezes não).
Um ponto de vista, um sentimento, uma dor, uma alegria, uma perda, uma vitória... Tudo diverge no momento que a gente vai interpretar porque temos reações diferentes com a bagagem trazida e o percurso realizado.

Neste exato momento o que quero é ter o compasso de uma música e a leveza de não ter que me explicar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

DUELO DE EGOS

Sabe que eu até que sou um ser obediente?
Você dita o que eu devo vestir, eu visto; você dita o que eu devo ouvir, eu ouço; você dita o que eu tenho que assistir, eu assito...
Você diz que eu tenho que me atualizar, manter a forma, falar inglês, ganhar dinheiro...
Não negue! POr vezes você até insinua que devo ser promíscua! E que devo me permitir. MAS essa "banda podre" a gente deixa nos bastidores, né?! Agora me responda uma coisa: Como? As câmeras estão aí e cada passo é um flash.
Vejo e sou vista... Julgo e sou julgada. E cada vez mais a primeira impressão é a que fica.
Eu queria definir identidade...
Eu queria definir liberdade...
E eu já não sei...
OU eu não consigo...
E eu levo adiante sem olhar para os lados...
E eu susurro com vontade de gritar.
Em suma: falo tanto na primeira pessoa que concluo que tudo se resume a um duelo de egos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Mensagens enviadas

Bom dia!!!!!!!!!!!
HOje é quinta-feira, dia 29/11/07. No Recife há uma manhã ensolarada (na verdade um calor desgraçado que me fez suar pra caramba num busão superlotado!!!), ótima pra quem tem um corpo sarado ir exibir sua figura na praia. Aos mais gordos e pobres sobra a opção de ficar numa sala com em um ar condicionado cheio de poeira, na frente do pc fazendo planilhas de custos e digitando referências de pneus.
Enquanto isso Humberto Gessinger canta no ouvido da estagiária que está aterrorizada com a prova de auditoria 1 que vai ter amanhã.
Mas a balança comercial está equilibrada apesar da instabilidade do dólar... E o nível de endividamento da população brasileira diminuiu... E as geleiras do Himalaia estão derretendo mais que o comprimido de vitamina C efervecente que eu tomei ontem.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

E que venha um novo ciclo


Fim de ano é sempre época de se perder em reflexões, pelo menos para os ocidentais.Ou grande parte deles, a gente nunca deve generalizar, né?!
Na opinião de uma leiga observadora da humanidade, me atrevo a dizer que esse processo acontece pela necessidade de esses indivíduos enxergarem suas vidas inseridas em ciclos. Necessidade essa criada pela nossa cultura.
É perceptível a crença de que dias ruins "ficaram para trás" (no velho ciclo) e que dias melhores "estão por vir" (no novo ciclo). Mas há o peso das feridas do ciclo que se fecha... Há frustrações que são inerentes à existência humana, há outras que surgem na convivência em coletivo, enfim: há angústia e sofrimentos que muitas vezes não se deixam comparar com momentos bons e prendem as pessoas em reflexões introspectivas. A visão de que um novo ciclo está por vier pode amenizar a dor. POde ajudar a pintar novos horizontes e contiribuir com projeções mais otimistas.
OU não.
Para outros tantos o fim de mais um ciclo significa uma oportunidade de se desvencilhar de mais um peso e só aguardar a vinda de um próximo. Mas há sempre essa visão de que concluiu-se uma etapa e iniciou-se outra. COm expectativas boas ou ruins, eu sigo, você segue, a cultura em massa segue (principalmente em debates que não concretizam suas soluções), a fome na Etiópia segue... Bem como a musicalidade do nosso cotidiano, que surge até com os grilos que "cantam" no jardim e ganha eco nas buzinas do trânsito infernal de uma metrópole; bem como a produção independente de literatura crítica ou de projetos efetivos de conscientização...
E tudo vai seguindo... Cada dia mais com a idéia impregnada de que "você tem que fazer sua parte".
Em um tempo em que a mídia divulga tudo e destrói a privacidade é muito mais fácil a disseminação das tais "idéias cíclicas". E ainda assim as pessoas cultivam uma certa solidão de estado de espírito e constroem universos paralelos. Por isso que apenas individualmente há o "balanço" do qeu acabou e do que ainda está por vir.
Independente de expectativas, e ainda na qualidade de mera observadora: tomara que o processo de nossas vidas nao seja sempre visto como um continuum de ciclos e que não nos deixemos levar pelo mar da solidão metropolitana.

sábado, 24 de novembro de 2007

E o senso coletivo?


Sendo só mais uma criatura viva neste sórdido planeta, ninguém me dava atenção...
Eis que um dia apareço na televisão e passo a ser notícia, agora todos me conhecem, pois sou temido e admirado, um verdadeiro paradoxo. Cometi crimes inafiançáveis, por isso sou reconhecido, estou estampado em todas as folhas policiais, já não há esconderijo. Se houvesse, não recorreria a ele, pois já me encontrei: sou um ser de valores invertidos que não sabe ao certo se teve oportunidade de escolher tal caminho.
Acho que me enganei...
Será mesmo que é isso?
Questão de sobrevivência ou para alcançar um patamar mais alto? Na selva de pedras não há respostas, há especulações. Uma coisa eu sei: quase todos estão vendados, e enquanto isso, eu sou um mito.
Entre temores e admirações, permaneço por trás dos grilhões, bem distante do arrependimento.
Agora saí do baile de máscaras e só vejo quem quer me ver, foi a fuga da vida sem conhecer a morte.
Prazer, meu nome é José Brasileiro Frustrado, moro nos porões das melhores mansões e passeio nos piores pesadelos. O meu futuro não depende de mim e sim daqueles que se conceituam humanos e acham que vivem em uma sociedade integrada.

sábado, 27 de outubro de 2007

Quem, ou o que?


Um indivíduo entra em um site de relacionametos e é questionado: "quem é vocÊ"?
A resposta veio instantânea:

Uma fórmula sem medidas exats. O somatório do passado e presente, subtraindo-se os momentos e fatos desprezíveis.
Algo insuportável, como a sede no meio do oceano.
O ponto médio entre um conjunto de adjetivos pejorativos e um produto fora de linha.
Um corpo parado no universo.
Um romance sem desfecho.
Seguindo um continuum... Em linha reta...
Empurrada pelas forças do cosmo.
Inserida no buraca negro.
Sem mais...
Apenas no escuro, com a vontade de não ser.