terça-feira, 21 de julho de 2009

Contatação


Se um dia lhe disserem que a angústia anda de mãos dadas com a tristeza, não duvide!
Esses sentimentos brotam em terreno de ansiedade, regados a muitas lágrimas, cercados por medo.

terça-feira, 24 de março de 2009

"um pouco de ar, por favor!"



“Bem amigos da rede globo, estamos aqui reunidos mais uma vez, pra falar de um tema que todo mundo gosta...”
É mais ou menos assim que Galvão começa, né?! Isso pra falar de futebol, ou quem sabe de fórmula 1, e por aí vai. E eu, na qualidade de não-narradora, ou autora-não-popular, apenas o cito... Acho que é uma tendência! É fashion se mostrar conectado, e sabendo de tudo que “rola nas paradas de sucesso”.
E, mantendo a linha de raciocínio posso entrar nas badalações, comentar temas em alta... Quem sabe assim não me sinto inserida na sociedade?
Vivendo no neoliberalismo exacerbado, no qual tudo é empresa, só posso debater a respeito de investimentos socialmente responsáveis, não é mesmo minha gente?
Porque eu sonho em provar que essa parada de desenvolvimento sustentável só surgiu por ser é uma tendência, algo do tipo que incentiva o consumo, sabe? Não é a toa que falam em “consumo sutentável”.
A revista exame lançou um prêmio para estimular as empresas a assumirem projetos de responsabilidade social no Brasil. Alguém ficaria pasmo se eu dissesse que a vencedora foi a Natura?
Alguém suspeita que é a que mais investe em propaganda a esse respeito? O planejamento estratégico dela é todo baseado no marketing social! Portanto, eu realmente creio que seja merecedora de tal mérito! Você não? Já dizia o ditado “quem não anuncia, não petisca!”.... Ou qualquer coisa do tipo.
Não afirmo que determinados projetos sejam ruins, porém, considero um absurdo determinadas entidades se sustentarem criando necessidades nas pessoas... Afinal, até onde isso é responsabilidade social? Sim, porque até onde sei, os princípios da responsabilidade social não são baseados em marketing social! São coisas distintas, e isso tem que ser abordado!
É quase como a C&A colocando Gisele Bünchen pra fazer propaganda, entende? Aí a grande massa percebe que está na moda e sente a vontade de usar “aquilo” também.
Ai, que desabafo de gente revoltada!

domingo, 19 de outubro de 2008

ALMEJAR VERSUS ALCANÇAR



Eu quero ser uma fábrica de poemas;
Eu quero devanear sem ser chamada de lunática;
Eu quero admirar sem me limitar;
Eu quero ser consumidora de tempo ao meu modo.

Eu desejo ser comunicadora de harmonia;
Eu desejo esquecer as irrelevâncias;
Eu desejo acreditar no amanhã;
Eu desejo não ser observada.

Eu anseio fotografar para sentir a magia de paralisar o tempo;
Eu anseio conhecer o mundo e quebrar suas fronteiras;
Eu anseio dedilhar um instrumento de cordas e com ele musicar todos os momentos;
Eu anseio andar de mãos dadas com alguém que me ajude a seguir em diante.

Eu consigo escrever sem rimar e sem obedecer a métrica;
Eu consigo não atingir metas;
Eu consigo me desfazer de crenças;
Eu consigo olhar em volta e ver pessoas que estão cada vez mais presas ao mal da solidão e ainda assim vestem o manto da hipocrisia.

Entre almejar e alcançar existem abismos incomensuráveis, e nem sempre estamos preparados para lidar com frustrações e nos depararmos com um “não”. Só me restam mais desejos: que as nossas feridas parem de sangrar e jamais sejam reabertas, e que as cicatrizes nos tragam aprendizados que amenizem dores futuras.

sábado, 11 de outubro de 2008

Bom?



Bom mesmo é escrever...
Difícil é conseguir expressar o que sente!
A busca incessante por respostas é maior que o desejo latente de tranquilidade.

Bom mesmo é escrever...
Difícil é ser coerente!
Do pensar ao agir existem precipícios tremendos.

Bom mesmo é escrever...
Difícil é achar um remetente!
É que nem todos respeitam as diferenças, nem tão pouco estão aptos a nadar no mar da solidão.

Bom...
Bom mesmo deve ser...
Ser bom.

(26/11/05)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Nada de novo


Eu odeio escrever na primeira pessoa! Porque de repente tudo fica tão pessoal, tão exposto, tão invasivo... E coisas que ficariam guardadas pelo prazer de cultivar o bom senso simplesmente desabrocham, e se expandem de forma tão avassaladora!
É como se não existisse uma coisa só a dizer, e de repente tudo está dito.... Mas sem foco.
É como se estivesse preso por tanto tempo e saísse sem controle, sem medo de tocar em feridas, sem medo de julgamentos, nem tão pouco de conseqüências.
Por vezes penso que escrever é como ter vontade de andar de mãos dadas: Nem sempre se diz o que se sente, só se mostra de maneira não muito clara que você precisa de um alguém que segure a sua mão e lhe faça acreditar que pelo menos parte do que há em você não está em total discordância com o universo.
E escrever nem sempre tem conclusão.
A gente escreve uma coisa qualquer, de maneira qualquer, pra recorrer a esse mecanismo de fuga que nem sempre é qualquer.
Vamos fazer uma ode a quem consegue se expressar claramente, a quem consegue compartilhar o abstrato sem desvalorizar o que já é concreto...
Vamos seguir sem foco pra não ficarmos presos à mediocridade de desejos...
Vamos ser um pouco de Renato Russo e tentar “fazer um filme”... Um pouco de Lenine e “juntar todas elas num só ser”... Um pouco de Camelo e “acreditar que a estrada vai além do que se vê”...
Vamos sair daqui sem olhar pra trás e só levar na bagagem o que agregar, porque o resto é excesso de peso e o cansaço já está por vir...
Vamos ser honestos e pronunciar o “não” se não quisermos ir... Ficar estáticos também é de nosso direito. Ou no fim das contas.... Voltar a falar em primeira pessoa e acreditar na solidão de estado de espírito.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cá com os meus botões


Raciocinem comigo...
A gente pensa, pensa, pensa... E no final acaba fazendo caquinha, né?!
É uma pseudo-racionalidade irritante essa que nos assola!
OU seria "que atinge toda a humanidade"?
E cá estou eu, com os meus botões... E minhas reticências...
Eu penso muito do que vejo, do que ouço, ou do que em suma, sofro influências. É de ambiente interno, de ambiente externo, de você, do vizinho, da internet, da ciência, da mídia, da família, das razões, das emoções...
E no final das contas, transpiro, me canso, descanso, me limpo... E estou pensando.
E se penso, e se reflito, por que erro?
Mais adiante: se critico o BBB, por que venho me expor aqui? (Será que eu tenho um vetor exibicionista?).
Já dizia alguém que pensou: "penso, por isso existo". E até hoje a gente se pergunta se não é justamente o contrário!
Quero ser hoje o que não fui ontem e amanhã o que nem sonhava em ser hoje, mas tudo isso sem perder a essência, e pra isso eu penso. OU acho que penso. Ou queria pensar mais porque me cobram isso (ou me cobro isso).
E sigo focada nos erros e pensando em implementar acertos.
Mas cá com os meus botões, concluo: eu penso com impulsos!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Melancolia palpável


E mais um dia está quase no fim!
E como foi mesmo que ele começou?
Ao que se lembra, com uma pessoa que não queria abrir os olhos, ou pelo menos não acreditava ter forças pra fazê-lo.
E essa pessoa levanta descabelada, com mal hálito, olhos remelados...
E se olha no espelho pra dizer a si mesma que o dia vai passar se arrastando e em cada segundo as cobranças vão lhe pesar mais.
Toma-se um banho, ingere-se algo que se prepara rápido e olha-se no espelho novamente. Repara-se uma corcunda consequente do peso de um fardo pesado. Acredita-se que o choro alivia a dor, ou pelo menos "amansa" certas revoltas, e onde estão as lágrimas nesse momento?
Chega a hora de partir e se vai...COm a melancolia que fica, e toca, e incomoda...