segunda-feira, 6 de maio de 2013

     O cinema brasileiro sempre foi alvo de críticas severas. Lembro de quando eu falava que ia assistir a um filme nacional na telona e muita gente fazia disso uma piada. Claro que, grande parte das vezes eu realmente quebrei a cara, mas sempre achei importante incentivar a arte nacional, afinal, se não houver incentivo, como vai haver evolução? 
     Os dois últimos filmes nacionais que fui assistir no cinema me deixaram extremamente satisfeita: "Gonzaga - De pai para filho" e "Somos tão jovens". Minha opinião talvez não tenha peso por eu não entender de cinema, mas como leiga e, acima de tudo, como admiradora de uma boa música brasileira, os dois filmes me tocaram muito! Roteiros bem escritos, elenco bem escolhido (tanto por semelhança física quanto por interpretar bem personalidades marcantes da nossa música).
     Não posso ser imparcial ao falar de “Somos tão jovens”... Legião urbana marcou minha adolescência, tornou-se trilha sonora de uma parte fundamental da minha vida! Parabéns à toda a produção por conseguir ressuscitar um dos maiores ídolos da juventude brasileira (de várias gerações), por emocionar e também fazer rir toda a plateia presente, por mostrar porque Renato Manfredini Júnior conseguiu dar voz à toda a nossa legião!
     No fim do filme, todos os presentes aplaudiram! Não é para menos! Em um único ingresso eles ganharam a oportunidade de reviver as experiências de um dos maiores compositores brasileiros, de descobrir as fontes para tanta inspiração e, acima de tudo, sentir a força que a música pode provocar na essência humana.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Parabéns pelo dia da mulher?



Todo dia 8 de março é isso! Pessoas me parabenizam por eu ser mulher...
Sempre me questionei porque a “guerra dos sexos” é tão incentivada na nossa sociedade. As mulheres passam o ano inteiro sofrendo piadas machistas, tendo salários inferiores aos dos homens, enfim, sofrendo preconceitos de todos os tipos! Aí o fulano que passa o ano inteiro cometendo tais atos, chega e me deseja “um feliz dia da mulher!”.
Por outro lado as mulheres assumem uma postura de defesa baseada no contra-ataque e enchem nossas caixas de e-mail com piadas feministas, entopem seus faces com fotos ou aplicativos com os itens “como os homens acham que são / como eles realmente são”, etc.
E vivendo essa guerra sem fundamento (se é que alguma guerra tem fundamento), as pessoas acham pouco e criam um dia para as mulheres! No mínimo é para nos contentarmos com um dia enquanto os homens usufruem de todos os 364 no ano (no atual ano, 365, né? Dado que ele é bissexto). Está ótimo! Proporção diretamente proporcional à que as mulheres merecem, não é mesmo?
Para mim fica nítido que as pessoas tendem a tornar essa data um tanto quanto um ato de conformismo! É como se me dissessem: “pelo menos em um dia do ano você merece respeito!”.
Não me desejem um feliz dia da mulher, meus caros... Me tratem com respeito, apenas! E em todos os dias do ano! Até onde sei, não é o sexo que define como posso conviver harmoniosamente em grupo e sim o meu caráter.
Quem sabe eu possa me dar ao luxo de sonhar com uma geração na qual nenhum dos sexos precise de um dia para ser homenageado e ambos possam conviver com direitos iguais?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O cúmulo do descaso público!

Tem coisa mais deprimente que você não poder contar com a administração pública que você mesmo pôs no poder?
Por mais que eu seja leiga, uma breve consulta à Constituição Federal do nosso país me faz ter a certeza absoluta de que todo cidadão tem direito à saúde pública. Para ser mais exata, no artigo 6º:
"São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição".
E ainda o artigo 196 da nossa Carta Magna enfatiza:
"a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação".

Então, prezados cidadãos cumpridores de deveres e pagadores de impostos, o que falta à administração pública pesqueirense no que tange ao nosso Hospital?
Sei que existem casos assustadores de negligência em todo o país, mas hoje quero fazer o meu protesto pelo fato de uma pessoa da minha família ter sido diretamente atingida por tamanho descaso.
Minha mãe, eleitora da atual prefeita de Pesqueira precisou de um médico esse fim de semana e, simplesmente não encontrou. Nem no Hospital Municipal Dr. Lídio Paraíba, nem na Casa de Saúde. Eu chamo a atenção para o fato de a mesma possuir plano de saúde, mas simplesmente não encontrar profissionais que possam lhe atender!
Eleitores ou não, a cidade tem que ser gerida de forma a respeitar todos que nela moram e contribuem para seu funcionamento! Sei que minha mãe não foi a única paciente a sair de lá sem atendimento, sei mais ainda que há pessoas em estado mais grave que o dela! E é por isso que venho aqui protestar e pedir apoio de todos os que compartilharem da minha revolta!
Saúde é um dos requisitos primordiais para a população e, diga-se de passagem, FOI UM DOS ITENS MAIS COMENTADOS NA CAMPANHA!
Me ajudem a responder os seguintes questionamentos:

1)Os salários dos médicos estão sendo pagos?
2)Como estão sendo empregadas as verbas do hospital?
3)Se todas as verbas estão empregadas como devem, onde estão os profissionais que geram tais despesas para os NOSSOS bolsos?

sábado, 27 de agosto de 2011

Sábado do contra


Enquanto houver sábado haverá alguém pra cantar o sucesso do Cidade Negra (“todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite...”). Tem gente que espera até pra assistir UFC!
No Rio, em Marraquech, ou no raio que o parta, combate não é comigo! Prefiro esperar nada a esperar uma luta. Seja ela qual for. Com ou sem brasileiros participando. Definitivamente o meu nacionalismo ainda não partiu pra esse lado. Pelo que acompanhei nas redes sociais, sou uma exceção por pensar assim e, mais uma vez estou usando a escada rolante do lado contrário ao do mundo.
E no caminho das divergências de preferências eu me encontro na mesma esquina em que Camus se perdeu quando escreveu “o estrangeiro”. Na época dele não existia UFC, mas talvez já existisse muitos outros motivos para banalidades tornarem-se moda. E pode ser que justamente por isso o Gessinger tenha escrito uma música de mesmo nome e eu sempre a escute... Também por isso que o York se torna minha trilha sonora de desilusões recorrentes...
Enquanto houver sábado também haverá quem esteja à margem de tudo o que se passa no mundo... Observando, se encantando cada vez mais com o silêncio, cansando de remar contra a maré.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Súplica

Em tempos de megalomania por informações, até a língua muda! Mas venhamos e convenhamos, isso já era previsto por autores de clássicos imperdíveis da literatura mundial: George Orwell, Adous Huxley, Anthony Burgess, Saramago, e por aí vai.
Cada vez mais o ditado “tempo é dinheiro” é praticado e isso torna tudo que é demorado dispensável, enfadonho. Basta parar pra ler um torpedo de celular, ou um post no twitter para observar isso. As palavras são reduzidas a sílabas e às vezes até a siglas. É tudo muito curto, prático, objetivo.
Até a humilde autora que vos fala aderiu a tamanha “praticidade”.
Qual a última vez que você postou no seu blog? Blogs também tornaram-se enfadonhos?
O que me estimulou a voltar a escrever períodos com mais de cento e quarenta caracteres foi uma “música” que, definitivamente deu adeus a todos os valores que eu pudesse desejar que fossem perenes. É isso que dá assistir Faustão, né? Rs...
Nome da música: Eu era feio
Nome da banda: Garota Safada
Um trecho da letra: Eu era feio
Agora tenho carro ô ô ô ô
Eu sou muita mais feliz
A mulherada me adora
Tenho amigos pra curtir
E um carrão da hora
Minha vida mudou
Agora só penso em diversão
Tristeza xô,xô,xô
Adeus solidão

Por que em meio a tanto acesso a informação, as pessoas continuam se sentindo tão sozinhas? Sim, porque pra mim, quem compõe tal letra está desesperado para ser socialmente aceito, e nesta situação isso implica em ser financeiramente bem sucedido. Eu me choco com tamanha inversão de valores! Para quem ainda tem o mínimo de sensibilidade, letras de música do tipo acima citado, e as filosofias e práticas por elas incitadas, significam o exercício da crueldade da humanidade consigo mesma.
É de repente você se deparar diante de um mundo no qual a sua dor não cabe, no qual você lê “o estrangeiro” de Camus e se identifica até com o título.
Esse texto é uma súplica! Um pedido de socorro! Um grito de angústia digitado em um teclado que clama por justiça social, calor humano e vínculos gerados pelo “ser” das pessoas envolvidas.
Chega de instabilidade! Estou cansada de ser julgada pelo meu “não ter”! Eu quero conhecer o chão que piso e ter confiança para acreditar que as pessoas que me rodeiam assim o fazem pelo que tenho no meu caráter e não na minha conta bancária! Nem que eu tenha que me mudar para o asteróide B-612 pra ver tudo isso acontecer.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Revolta política

Hoje definitivamente não foi um dia comum! Acordei com o barulho da chuva intensa que caía na capital pernambucana, com uma tensão típica de dia de final de campeonato!
O dia segue, eu descubro que Dilma chamou Temer pra ser vice dela...
Eu queria dizer que minhas convicções morreram por completo, sabe? Mas hoje vi que não! Ainda tenho capacidade de me revoltar quando vejo certas coisas! E pior: me revoltar e continuar na inércia!
Paro pra pensar nas pessoas que se deram mal por defender outros ideais (que estão muito distantes de se tornarem vigentes no nosso país)... E se eu fosse um deles? O que eu faria hoje em dia, ao me deparar com uma geração que prefere acreditar que política é algo distante e para "os outros fazerem"?
Se eu fosse um daqueles comunistas que foram torturados na ditadura e visse o país nessa pocilga política, eu contrataria homens-bomba pra acabar com isso e vingar a minha "abestalhadice" de lutar por um mundo mais justo. É como diria o amigo Gessinger "começo a achar normal que algum boçal atire bombas na embaixada...".
Não que eu seja comunista! Porque ao ler um pouco de história, sabemos que muitos dos países que adotaram tal regime também acabaram por enveredar nos caminhos da ditadura. Mas acredito que muitos dos revolucionários que defenderam tais ideais (e muitos dos que morreram por eles), acreditavam em uma sociedade mais justa e tentaram pelo menos sair da passividade.
Hoje temos "democracia" e "liberdade" pra nos candidatarmos e colocarmos a mão na massa. Alguém o faz?
Muitos de nós temos parentes que foram torturados na ditadura... Foram presos, torturados, alguns mortos, outros exilados... No fim das contas, conseguiram com que hoje nós tivéssemos o direito de votar, e o melhor: o direito de nos candidatar! De fazer oposição, ou de continuar na situação!
Eu apenas sinto muito!
Por todos aqueles que sofreram pra conquistar direitos que hoje eu usufruo e não valorizo...
Por fazer parte de uma geração que tem medo da liberdade!

terça-feira, 20 de abril de 2010

A vida e as suas mortes





A gente sabe que está ficando velho quando sente o peso das frustrações nos ombros...
Quando passa a acreditar que o horizonte é apenas uma linha que separa o céu e a terra, linha esta que a cada passo fica mais distante.
Quando passa a chorar apenas pela morte de expectativas.
Quando passa a dar boas vindas a um mundo sem escolhas, um lugar ideal para todo aquele que não deseja se sentir a vontade, a menos que o indivíduo saiba lidar com competição.
Quando deixa de encontrar com os amigos porque não tem tempo.
Quando passa a acreditar que 24 horas são insuficientes para todas as obrigações.
Quando passa a considerar o lazer uma coisa supérflua.
Sugestão?
Regressar à juventude e abraçar de vez a idéia de estar em um oceano de informações, rodeado de barcos guiados por cabeças fúteis!