domingo, 27 de maio de 2007

E eu, que estou só de passagem...


Sinto o tempo passar e isso não é uma observação, é um sentimento. O "tic tac" já habita meu subconsciente e isso não é uma música, é um som que faz questão de lembrar a efemeridade dos acontecimentos, mas não da falta deles. Quando não acontece nada o "tic tac" fica mais alto e certas lembranças vêm à tona, e o sentimento do tempo passando persiste. Não é só através da correria cotidiana que se briga contra o tempo, mas também nos momentos que se percebem as algemas... Estas nos impedem de voar, de sermos quem podemos ser.
Sentir o tempo é cruel. Afinal, onde está a intensidade da vida? Em qualquer lugar que não seja um relógio... Em qualquer lugar que não exista algemas nem grilhões... Em um lugar em que a utopia tem forças, em que todos são dotados da liberdade de achar que o mundo quer ser mudado.

5 comentários:

Lucas disse...

O tempo atormentado, ou atormentando. Breve passagem.
Muito bom

Bárbara Melo disse...

"E sabe o que o relógio espatifado sobre a mesa me diz?
Que o tempo foi embora procurar um jeito de ser feliz."

Gustavo :: ovatsuG disse...

Olha aí, Bellinha, Bá veio antes e escreveu exatamente o que eu iria escrever... É mais uma música de MOSKA! Hehehehe
Tempo... Tempo...
No meu caso: falta de tempo... Perda de tempo

Bárbara Melo disse...

eu sou demais mesmo.




kkkkkkkkkkkkkkkkk

Hipacia disse...

Olá! Obrigada pelos comentários. Gostei do texto, o tema é aquele martelo na cabeça da gente que um dia arrebenta nossa alma de porcelana não é? Até mais.