terça-feira, 15 de maio de 2007

NA INTRODUÇÃO DE UMA MADRUGADA...


Eu tento escrever e você tenta ler, mas minha letra ficou ilegível e a sua compreensão foi embora com o sol.
Os ombros estão tensos com a pressão do dia que acabou;
A cabeça dói com o acúmulo de informações;
As pernas estão cansadas devido à longa jornada.

Eu almejo devanear olhando para o horizonte e você acha que tudo é possível.
A mesmice do cotidiano consome a paciência;
A visão é danificada por opiniões preconcebidas;
A audição prejudicada com os barulhos alheios.

Eu quero dormir abraçada e você acha que isso é possessividade.
A coluna pede um descanso que vai além do sono bem dormido;
O coração pede um calor que o lençol não proporciona;
E na barriga, aquele frio que não se explica.

6 comentários:

Caroline disse...

Obrigada pelo comentário... eu gostei muito, muito mesmo desse texto seu. Ah, se puder me passa o nome da banda e da música. Abraço e bom dia!

Wagner disse...

Tentar algo a dois é sempre ter a certeza que a cumplicidade é inimiga da solidão...

abraço.

Caroline disse...

Obrigada, vou tentar achar pra ouvir. Abraço e bom dia!

Bárbara Melo disse...

"Tão contrário assim é mesmo o amor..."

Gustavo :: ovatsuG disse...

"Você diz que não me reconhece. Que não sou o mesmo de ontem. Que tudo o que eu faço ou falo não te satisfaz. Mas, que ironia: minha própria vida me trouxe de volta ao ponto de partida, como se eu nunca tivesse saído de lá. Sou um móbile solto no furacão, qualquer calmaria me dá solidão".
(Moska_aksoM)

Bárbara Melo disse...

Se eu disser que é meio-morto
Você diz que é meio-vivo
Se eu disser que é meio-artista
Você diz que é meio-bandido
Se eu disser que é meio-espiga
Você diz que é meio-milho
Se eu disser que é meio-faca
Você diz que é meio-facão