domingo, 15 de abril de 2007

Entregue-se! OU não...




Ora, faça-me o favor!
Pelo menos uma vez: largue essa teoria e vá em busca da prática, já que tanto lhe custa conciliar as duas...
Olhe o horizonte de cabeça erguida e penetre no brilho da aurora para saber de uma vez por todas o que significa intensidade...
Perceba a sinceridade de um sorriso e deixe-se levar...
Jogue os dados sem se preocupar com os resultados...
Ponha as cartas na mesa sem medo da reação dos adversários...
Dance com a música...
Desafie o silêncio com um grito...
Deixe a ferida cicatrizar por si mesma
Mensure o tamanho do seu vazio e não chore...
Ria dos seus defeitos...
Pense no infinito às pequenas proporções, porque assim as dimensões podem ser alteradas...
Abandone o imutável sem medo de perder referenciais...
Abuse dos cinco sentidos e permita-se novas sensações, dê asas aos seus instintos...
Multiplique os momentos singulares da sua vida...
Ouse sem medo de ser inconsequente...
E pare!
Largue essas reticências e ponha um ponto final em seu devido lugar.
Agora...
Voltemos à racionalidade.

9 comentários:

Monique disse...

Largar as reticências?? Mas se a vida se constrói por meio delas, cm fazer?ate posso ver muros de reticencias, crianças pulando e jogando reticencias, namorados q se presenteiam c as mesmas, ate chuva meu Deus!Ate chuva delas cheguei a ver! Imagine, um mundo sem reticencias...O q seria dos poetas inseguros: "Trinta e três... trinta e três... trinta e três..."

Fora isso, suas palavras me orgulham. Sim, eu comprarei seus livros!
Amo.

Pedro Pedreiro Penseiro disse...

Gostei!
"Vamos começar colocando um ponto final. Pelo menos já é um sinal de que tudo na vida tem fim" (Moska)

Lembrei-me logo dessa música ao ler seu texto. É bom ter incertezas. Mas melhor ainda é poder fazer "tudo novo de novo". Acho que essa é a graça da vida.
¿Quem sabe esse 'novo' não é a reticência fundamental para nossas vidas?

Ana Paula disse...

A beleza de um texto bem escrito está justamente na multipicidade de sentidos que ele pode assumir.Cada um que aproveite pra si o que puder,e quem ñ puder apoveitar nada...espero que um dia possa.
Realmente a incompletude é o que move a nossa existência nesse mundo maluco,mas é preciso as vezes arregaçar as mangas e deixar de lado as tais reticências pra fazer valer a pena em atitudes o "acaso de existir".Por nós e por quem,pelos mais diversos motivos,ñ faz o mesmo.

Pedro Pedreiro Penseiro disse...

O título do teu blog remete-me a mais una canción de Moska: Cheio de Vazio.

"O vazio é um meio de transporte pra quem tem coração cheio".

Helder Hortta disse...

vim explorar esse teu vazio mas saio cheio de coisas boas.
parabens pelos textos que li aqui.
abraço

Caroline disse...

Olá. Fiquei curiosa para ver seu blog. Engraçado, sempre que a gente escreve no imperativo está escrevendo para si mesmo. Convido-te a visitar meus blogs, gostei muito do seu trabalho. Abraço!

Zuretão disse...

Isabella, você evoca a sublimação da abstração, depois permite que se volte à racionalidade cotidiana e, pasmem, tudo isso sob o pseudônimo "ACÉFALA"?????

PROPAGANDA ENGANOSA!!!!!

Acéfala nada. Aguarde contato dos meus advogados por fraude!

rs

Caroline disse...

Olá, obrigada pela visita... Pois é eu já nem me assusto mais com o que é assustador. Abraço!

Gisela disse...

Usar ou não o ponto final não é o problema...afinal de contas... as reticências sempre ficarão na alma...registradas como uma tatuagem... são elas que nos acompanham na memória, no inconsciente...no coração!!! Forever!!!
Não será um mero ponto final que as destruirá....